sábado, 18 de julho de 2009

Desejos

Nem sempre a vida corre da forma que desejamos, umas vezes na vertente profissional, outras vezes na vertente pessoal. De facto, nem sempre somos presenteados com os nossos desejos e, não raras vezes, é habitual sentirmo-nos frustrados com isso. Contudo, com o decorrer do tempo muitas vezes acabamos por verificar que aquele desejo tão profundo poderia ter sido tão prejudicial a nós mesmos. Isto acontece em todas as áreas da nossa vida. Será que vale a pena ficar frustrado quando as coisas não correm como queremos?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quem somos?

Nem todas as histórias de vida são pintadas em tons coloridos. Em rigor, há pessoas que passam ou passaram ao longo das suas vidas situações de grande carga emocional, que posteriormente deram origem a comportamentos desajustados, muitas vezes transformados em impulsos difíceis de controlar. Hoje tomei conhecimento de uma história de vida marcada pela tragédia e pela vivência de situações de grande dramatismo.
Ao tomar conhecimento desta história, o pensamento que me invade a mente é simples e muito claro: como pode alguém ter equilíbrio vivenciando este tipo de situações? Até que ponto o nosso percurso de vida influencia aquilo quem somos?
Afinal quem é que somos nós? Um misto da nossa essência e o resultado das influências que sofremos ao longo do nosso percurso? De facto, parece não haver grandes dúvidas que somos resultado daquilo que vivenciamos anteriormente e o meio em que estamos ou estivemos inseridos também contribui para o resultado final do "quem somos".

terça-feira, 23 de junho de 2009

O caminho mais fácil...

A vida concede-nos a possibilidade de fazer múltiplas escolhas, de definir qual ou quais os melhores caminhos a seguir. Porém, nem sempre é fácil assumir o risco de nos metermos pelo caminho mais difícil, o caminho no qual os nossos princípios estão ou devem estar acima de tudo o resto.
É um facto que este caminho pode exigir mais de nós, que pode ser arriscado e muito duro fazer deste o caminho principal da nossa vida pois, geralmente, este caminho afasta algumas pessoas, com quem até simpatizamos, da nossa vida. Por força disso, não raras vezes, muitas pessoas atropelam completamente os seus princípios e convicções, muitas vezes por covardia ou medo de perder, mas acabam por perder aquilo que o ser humano tem de maior: o seu carácter.
Há momentos na vida em que temos que ter a segurança de dizer um não, a capacidade de dizer na cara de alguém aquilo que pensamos, sem temores, apenas e só para sermos fieis a nós mesmos para respeitarmos a nossa própria identidade. Nem todos são capazes de o fazer… para muitos a covardia é o caminho mais fácil!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mágoas escondidas*

Há dias em que acordamos sentindo-nos de todas as formas, menos felizes. Nesses momentos, a confusão, a dúvida, a insegurança e sobretudo a incerteza caracteriza o nosso estado de Alma. De facto, dependemos das relações para nos sentirmos equilibrados. Somos seres relacionais e as relações têm o poder, a capacidade de nos dar o norte.
É difícil quando partilhamos a vida com alguém e nos sentimos sozinhos, sem ter com quem partilhar as nossas pequenas conquistas, principalmente quando essas pessoas não nos dão valor. Torna-se mais difícil quando não ouvem o nosso silêncio, quando não percebem que a nossa Alma precisa de desabafar. É difícil quando temos mágoas escondidas que não podemos partilhar. É difícil quando precisamos de alguém para nos amar!
De facto pode ser difícil, mas é nessas dificuldades que percebemos quais as nossas verdadeiras necessidades. Uma coisa é certa, esta é uma forma estranha de amar!
*Texto dedicado a uma amiga especial.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Para os meus amigos



sábado, 30 de maio de 2009

Caminhos vazios...

Há momentos na vida em que sentimos falta de algo, sem contudo sermos capazes de dizer o quê. Encontrei-me com esse estado hoje e aqui estou eu a partilhar. É sempre mais fácil falar de momentos marcantes pela positiva, aqueles carregados de emoção e energia, porém este veio carregado de sabedoria.
Somos dominados pela sensação de bem-estar. Buscamos essa sensação, incessantemente, numa busca permanente da sensação que nos deixa a sonhar, que quase nos faz voar.
Vagueio em mim mesmo. Busco respostas. A distância entre o meu corpo e os meus pensamentos é muito acentuada. Vivo momentos nos quais os sentimentos são difíceis de explicar. Não consigo pôr em palavras os sentimentos que me vão na Alma. Apenas sei que tenho que falar. Falar de quê? Porquê?
Aos poucos a mente clareia. Sinto um vazio. Um vazio daqueles que não é desagradável, mas um vazio daqueles que nos mostram que há falhas na nossa vida, falhas que têm que ser preenchidas. Hoje, estou a sentir isso ou talvez hoje esteja a ver que tenho necessidade de preencher esses vazios de suprir essas lacunas. Talvez esteja a verificar que há espaços em mim que quero preencher. Será esse o caminho? Será que temos que estar completos? Será que essa necessidade, que por vezes sentimos, é a luz que nos ilumina e nos mostra o caminho, que devemos seguir ou será que esse é o caminho para o qual não devemos partir? Talvez a minha Alma veja aquilo que o meu corpo não vê...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Porque há coisas que não nos ultrapassam...

É sempre mais fácil culpar os outros pelos nossos falhanços do que assumir as nossas responsabilididades. A questão que aqui se levanta é: por que é que temos essa necessidade quase intrínseca de culpar alguém por tudo ou por nada? Será que tem que existir sempre um responsável pelos acontecimentos na nossa vida? É possível esse responsável não sermos nós próprios? Que buscamos nós quando culpamos outras pessoas pela nossa condição e/ou dores?
Manifestem-se e dêm os vossos pontos de vista!

Aquele abraço.

sábado, 16 de maio de 2009

A igualdade das diferenças

Muito mais que um conjunto de oportunidades ou ameaças, a globalização, dos mercados e povos, veio trazer uma maior diversidade cultural às sociedades. Em resultado, tornou-se primordial saber lidar com as diferenças culturais de forma a evitar situações de conflito ou discriminações.
Com a diversidade cultural, o surgimento de novas ideias e dinâmicas nas empresas e/ou grupos tornou-se uma realidade difícil de contornar. Dessa forma e apesar
de pessoas da mesma raça poderem partilhar algumas semelhanças, isso não significa que sejam culturalmente diferentes e que não queiram que a mesma seja reconhecida. Por vezes, este exercício roça a valorização pessoal.
Isto acontece, nomeadamente, em situações em que determinada pessoa julga e/ou considera os seus valores superiores ao dos outros e em situações em que é efectuado um julgamento sobre o valor das pessoas, tendo em conta a sua aparência física e étnica, etc.
Este tipo de julgamentos ocorre geralmente por que o ser humano tem uma tendência quase natural para considerar a sua cultura como a mais correcta e não entendem que, quando se falamos em identidades culturais, a questão não reside em ser melhor ou pior mas simplesmente em ser diferente.
Saber respeitar as diferenças e os valores dos outros é muito mais que um acto de boa educação é sobretudo um acto de inteligência. Devemos valorizar-nos pelo que somos e não por aquilo que os outros não são.

sábado, 9 de maio de 2009

Illusions...

Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos. Atingirás assim o ponto supremo da abstenção sonhadora, onde os sentimentos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram. Assim como as cores e os sons sabem uns a outros, os ódios sabem a amores, e as coisas concretas a abstractas, e as abstractas a concretas. Tudo se funde e confunde. Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'

terça-feira, 5 de maio de 2009

A forma mais justa de viver :-)

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer primeiro, livrar-nos logo disso. Depois viver num asilo, até ser mandado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Depois trabalhar 40 anos até ficar novo o suficiente para poder aproveitar a reforma. Aí aproveitar tudo, beber bastante álcool, fazer festas e preparar-se para a faculdade. Posteriormente, ir para o colégio, ter várias namoradas, tornar-se criança, não ter nenhuma responsabilidade, tornar-se um recém-nascido, voltar para o útero da mãe, e passar os últimos nove meses de vida flutuando... e terminar tudo com um óptimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Charles Chaplin
Partilho com vocês uma forma diferente de se pensar a vida. Não sei se era a melhor, mas que me desperta algum interesse lá isso desperta...
Aproveitem e comam iogurtes!...