Frustração, desilusão, tristeza e uma sensação de depressão invade o meu coração. São momentos de dor, de angústia, sobretudo de desorientação. De repente, o tapete parece estar a fugir-me dos pés e do chão. Não consigo pensar com razão.
São sentimentos que me invadem, que me perseguem, que me chocam e me fazem torturar a mim mesmo, sem perceber qual a verdadeira razão. Medito, julgo-me, num exercício de tremenda crueldade no qual me culpo, não sabendo de quê. Que poderia ter feito? Que decisões poderia ter tomado? Que poderia ter feito eu para evitar essa situação?
A voz da razão silencia-se no meio das interrogações e, sem mais razões, caio aos pés da sensação de impotência. De facto, quando está escrito que temos de perder, nada podemos fazer para vencer.
Há momentos em que a impotência é o sentimento mais forte, a maior batalha a superar, a maior lição vida a aprender…
Há vida para além da morte, há vitória após a derrota, há forças depois da fraqueza, há alegria após a tristeza e há sobretudo confiança depois da perda…
Conforto a minha Alma, com a esperança de que tudo tenha um objectivo, que tudo tenha como finalidade no mínimo tornar-me mais forte, depois destas horas de fraqueza…
Por que, é sempre mais fácil acreditar quando nada nos faz duvidar…

Nem sempre a vida corre da forma que desejamos, umas vezes na vertente profissional, outras vezes na vertente pessoal. De facto, nem sempre somos presenteados com os nossos desejos e, não raras vezes, é habitual sentirmo-nos frustrados com isso. Contudo, com o decorrer do tempo muitas vezes acabamos por verificar que aquele desejo tão profundo poderia ter sido tão prejudicial a nós mesmos. Isto acontece em todas as áreas da nossa vida. Será que vale a pena ficar frustrado quando as coisas não correm como queremos?