sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Angústias

Frustração, desilusão, tristeza e uma sensação de depressão invade o meu coração. São momentos de dor, de angústia, sobretudo de desorientação. De repente, o tapete parece estar a fugir-me dos pés e do chão. Não consigo pensar com razão.

São sentimentos que me invadem, que me perseguem, que me chocam e me fazem torturar a mim mesmo, sem perceber qual a verdadeira razão. Medito, julgo-me, num exercício de tremenda crueldade no qual me culpo, não sabendo de quê. Que poderia ter feito? Que decisões poderia ter tomado? Que poderia ter feito eu para evitar essa situação?

A voz da razão silencia-se no meio das interrogações e, sem mais razões, caio aos pés da sensação de impotência. De facto, quando está escrito que temos de perder, nada podemos fazer para vencer.

Há momentos em que a impotência é o sentimento mais forte, a maior batalha a superar, a maior lição vida a aprender…

Há vida para além da morte, há vitória após a derrota, há forças depois da fraqueza, há alegria após a tristeza e há sobretudo confiança depois da perda…

Conforto a minha Alma, com a esperança de que tudo tenha um objectivo, que tudo tenha como finalidade no mínimo tornar-me mais forte, depois destas horas de fraqueza…

Por que, é sempre mais fácil acreditar quando nada nos faz duvidar…

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Para quê prepararmo-nos para o sofrimento?

Ele existe e sempre existirá. Não é algo que possamos controlar e, muitas vezes, apanha-nos desprevenidos. Mas temos que lhe mostrar que também somos capazes de o surpreender, para o fazermos basta mostrarmos que somos capazes de superar e, talvez ficar "feliz" pelo sofrimento causado, pois cada dor traz consigo aquilo que se chama de aprendizagem.

Não nos devemos preparar para o sofrimento, nem para as surpresas, porque eles fazem questão de nos apanhar desprevenidos, pois quanto mais nos preparamos, mais surpreendidos somos!

E a vida é "muita" para ser desperdiçada!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vive a vida sem medo do dia de amanhã

“Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata ao trazer tudo o que poderia ter sido e não fui.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda recordamos, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas oportunidades que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por causa da mania maldita de viver no Outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “bom dia”, quase sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez estes fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao nosso alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de a merecer.

Para os erros há perdão; para os fracassos, oportunidades; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar Alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixes que a saudade te sufoque, que a rotina te acomode, que o medo te impeça de tentar.

Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas a realizar do que a sonhar, a fazer que a planejar, a viver do que a esperar porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vice já morreu.”

Sê feliz.

Férias 2009

Voltei das férias. Sim, fui de férias:-)! Os pensadores também dão descanso à mente e, este ano, foram particularmente felizes, tendo em conta e comparação anos anteriores. Todavia, a vida é mesmo assim: um mar de surpresas. No entanto, o mais importante é que regresso forte, determinado, seguro, leve e motivado para continuar...

sábado, 25 de julho de 2009

Determinação

Nada na vida se consegue sem determinação. Sem querer dizer que esta é a única premissa que nos conduz ao sucesso, digo que esta é uma das premissas mais importantes para nos conduzir o sucesso.
Quando falo em sucesso refiro-me a todas as áreas da nossa vida. De facto, é de extrema importância colocarmos sempre uma dose q.b. de determinação para alcançarmos o nosso objectivo.
Contudo, é frequente ouvir pessoas a lamentarem-se do facto de não possuírem determinação, mas ela existe em todo o ser humano e é uma força fundamental diante das dificuldades, sejam elas de que natureza for.
Com recurso a essa força, somos capazes de transformar os sonhos mais loucos e em realidade ou de alcançar objectivo impensáveis. Vulgarmente, a determinação é chamada de “força de vontade”.
Através desta força motora podemos modificar o que quer que seja na nossa vida, desde que haja determinação ou, se preferir, força de vontade…
Afinal nós somos únicos, especiais e possuímos todos os recursos que necessitamos dentro de nós. Basta usá-los…

sábado, 18 de julho de 2009

Saudade

Fogem-me as palavras ao mesmo tempo que procuro escrever o que me vai na Alma. Há dias em que os gritos da Alma são exprimidos através de sentimentos, emoções que apenas ganham forma nas palavras, palavras que dão sentido ao sentimento de revolta interior que paira em nós.
Desconheço os motivos desta sensação que me percorre a alma e invade o meu corpo, deixando-me distante, meditativo e em constante avaliação dos sentimentos que me invadiram o ser.
Aparentemente não existem razões para me sentir assim, no entanto, alguma razão me deixou assim. Qual? Não sei! Tão pouco importa. O que mais importa neste momento é deixar as palavras ganharem forma e deixar sair os sentimentos em forma de palavras. A interpretação será feita no fim.
Esporadicamente vivo este tipo de situações, sinto coisas, medito sobre situações, decifro sentimentos e dou sentido aos mesmos à medida que lhes dou forma. Posteriormente, em regra, surgem os motivos da reflexão.
Calmamente ela chega. Aos poucos vai ganhando forma, os sentimentos começam a ganhar sentido e o puzzle a ganhar forma. Descubro lentamente a razão deste estado dúbio em que me encontro e ele tem um nome: saudade.
Há alguns anos algumas pessoas partiram e, nesse momento, vivi muita dor, senti muita solidão e conheci de perto a sensação de vazio que nasce em nós quando alguém parte. Hoje, neste preciso momento, estou a vivenciar a saudade desses que partiram da minha vida e, o sentimento de saudade vem apenas relembrar em mim aqueles que partiram para a eternidade.
Esta revolta é um presente da vida, um momento de sabedoria e reencontro no qual eu e talvez todos aqueles que partiram, que recordo neste momento, nos saudamos e relembramos os tempos passados.

Eu que me aguente comigo

Contudo, contudo, Também houve gládios e flâmulas de cores Na Primavera do que sonhei de mim. Também a esperança Orvalhou os campos da minha visão involuntária, Também tive quem também me sorrisse. Hoje estou como se esse tivesse sido outro. Quem fui não me lembra senão como uma história apensa. Quem serei não me interessa, como o futuro do mundo. Caí pela escada abaixo subitamente, E até o som de cair era a gargalhada da queda. Cada degrau era a testemunha importuna e dura Do ridículo que fiz de mim. Pobre do que perdeu o lugar oferecido por não ter casaco limpo com que aparecesse, Mas pobre também do que, sendo rico e nobre, Perdeu o lugar do amor por não ter casaco bom dentro do desejo. Sou imparcial como a neve. Nunca preferi o pobre ao rico, Como, em mim, nunca preferi nada a nada. Vi sempre o mundo independentemente de mim. Por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas, Mas isso era outro mundo. Contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja. Acima de tudo o mundo externo! Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim.
Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

Tudo é fugaz...

Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos. A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as cuasas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some. Como não há-de ser louco o homem que, neste meio, se incha ou se encrespa ou se lamenta, como se qualquer coisa o tivesse perturbado durante um tempo que se visse, um tempo considerável?
Marco Aurélio (Imperador Romano), in "Pensamentos"

Confiança

É sempre mais fácil confiar e acreditar quando nada nos faz duvidar. Esta é uma reflexão que já partilhei com vocês, aqui neste blogue, e que a mim me continua a fazer imenso sentido. De facto, confiar significa acreditar, persistir, lutar mesmo que nada nos faça pensar que vale a pena continuar a tentar porque dificilmente será possível. Todavia, a vida é fértil em presentes “surpresa”…. Se eu soubesse…
Será que vale a pena desistir? O que é que é necessário para confiarmos em nós mesmos? Se não confiarmos em nós quem confiará? Será que a confiança nasce connosco? Será que se planta?

Desejos

Nem sempre a vida corre da forma que desejamos, umas vezes na vertente profissional, outras vezes na vertente pessoal. De facto, nem sempre somos presenteados com os nossos desejos e, não raras vezes, é habitual sentirmo-nos frustrados com isso. Contudo, com o decorrer do tempo muitas vezes acabamos por verificar que aquele desejo tão profundo poderia ter sido tão prejudicial a nós mesmos. Isto acontece em todas as áreas da nossa vida. Será que vale a pena ficar frustrado quando as coisas não correm como queremos?