“Há uma diferença entre almejar a excelência e almejar a perfeição. A primeira é atingível, gratificante e saudável. A segunda, inatingível, frustrante e neurótica. E também um tremendo desperdiçador de tempo”. E. Bliss – Getting Things Done.
Para uns considerado uma virtude, para outros um distúrbio neurológico grave que condiciona, marcadamente, o nosso quotidiano.
Para uns considerado uma virtude, para outros um distúrbio neurológico grave que condiciona, marcadamente, o nosso quotidiano.
Parece não existir qualquer tipo de dúvida que as sociedades são hoje dominadas pelo desejo incontrolável da obtenção da perfeição em todas as áreas da vida. Contudo, tal opção tem-se revelado um verdadeiro desastre, uma vez que as relações (a todos os níveis e de todo o tipo) estão hoje mais degradadas que nunca. Porquê? Talvez porque a ambição desmedida de atingir a perfeição tenha retirado a lucidez aos humanos para saberem distinguir o saudável e prioritário, que pressupõe uma evolução sustentada, do inatingível e irracional desejo da perfeição. Dessa forma, a explicação para o fracasso das relações inter e intra-pessoais, que se traduzem em divórcios e suicídios são facilmente explicáveis, recomendando-se moderação na obtenção do reconhecimento global.





