terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O dom da queda!


Na adversidade vemos a nossa agilidade perante as mesmas. Nas quedas testamos os nosso limites, nas recuperações conhecemos as nossas forças.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Compreensão e crescimento

Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas...

Escrevia para compreender as outras pessoas, para dar a mim próprio a oportunidade de estar dentro delas, por momentos, e ver o que sentia ao olhar o mundo de uma outra perspectiva. Escrevia para compreender emoções e experiência que não vivi. E escrevia para me compreender. Na escrita, encontrei uma forma de compreensão, de aprendizagem de entendimento, mas sobretudo encontrei uma forma de crescimento pessoal.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Riscos, liberdade e crescimento

Por vezes, temos que arriscar perder

Uma opção não é uma limitação, é o exercício da liberdade. No entanto, as pessoas têm medo da liberdade, porque a liberdade é um risco, e nem todos gostam de arriscar, pois perder é uma das possibilidades. Porém, quem quer ganhar tem necessariamente que arriscar, e, às vezes, perder. Mas, no final, ganha sempre.
Nesse contexto, arriscar poderá ser (é-o tantas vezes) um exercício de liberdade, um desafio claro às amarras em que tantas vezes estamos presos, abrindo caminho ao crescimento interior. Porque há momentos na vida em que arriscar significado ganhar, mesmo perdendo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Autoconfiança: a chave do bem-estar

"Não existe outra causa para o fracasso humano senão a falta de fé do homem em seu verdadeiro ser."
A confiança nos outros baseia-se, sem qualquer dúvida, em nós mesmos. Por consequência, quando invocamos o fenómeno confiança estamos a falar na nossa capacidade de confiar em nós mesmos, pois é a partir daí que somos capazes de confiar ou não nos outros. Por definição, entende-se a confiança em nós mesmos como o fenómeno da "autoconfiança", ou seja, a capacidade de sermos autónomos, que é o mesmo que dizer "não dependente de nada nem de ninguém para confiar em nós mesmos". 
Contudo, a falta de autoconfiança é, muito provavelmente, um dos maiores flagelos das sociedades modernas, muito por culpa das constantes exigências que muitas vezes impomos a nós mesmos, sem esquecer aquelas vezes em que achamos que não somos suficientemente bons para agradar ou responder às expectativas dos outros.
Com efeito, é minha convicção profunda que todos nós somos suficientemente bons e acredito que só este pensamento é capaz de servir de base para viver em equilíbrio, e independente, como podemos analisar na imagem abaixo.
Na verdade, e como podemos ver na imagem acima exposta, a falta de confiança conduz o ser humano a uma luta incessante entre o ser e o reconhecer, quero eu dizer: a busca da aprovação do outro. Este ponto leva-me a reflectir: até que ponto necessitamos nós da aprovação do outro para viver? Porque razão muitas pessoas considera a opinião do outro verdadeira e justa?
A minha resposta assenta como uma luva neste grande pensamento: "Somos tão fúteis que nos importamos mesmo com a opinião daqueles que não nos importam." (Marie von Ebner-Eschenbach)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mesmo que não queiramos


"Os nossos conflitos não conhecem as divisas da geografia e, se não encarados de frente e resolvidos, eles permanecerão connosco onde quer que estejamos na Terra. "

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Perdido no rumo certo...

Há momentos em que virar à esquerda é a melhor maneira de seguir em frente. No entanto, por vezes ao recuar damos passos largos em direcção ao horizonte que está diante de nós. Assim sendo, será que tudo na vida é mutável e/ou volátil?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Reconstruir

É muito comum as pessoas depressivas afirmarem não terem forças nem capacidades para "dar a volta" à sua situação, deixando-se mergulhar a cada dia em estados depressivos mais profundos. 
Geralmente, as pessoas que estão a vivenciar esse tipo de estados consideram  ter "um comportamento agora deixa muito a desejar para ser considerada alguém com estabilidade emocional a 100 %."
Esta afirmação abre espaço a debate; existirá alguém com estabilidade emocional a 100%? Depois de "bater no fundo", é fácil encontrar auto-motivação para sair do "fundo do poço"?
Para mim, nada melhor que uma grande tragédia para operarmos grandes mudanças na nossa vida, pois aí temos todas as condições para recomeçar e reconstruir, a partir quase do nada, a nossa vida. 
Porque há reconstruções bem mais bonitas que os originais...

sábado, 19 de junho de 2010

Injustiças


"Ao homem de bem é preferível ser vencido a vencer a injustiça por meios desonestos." (Salústio)
A vida é uma constante aprendizagem, ao longo da qual somos sujeitos a um sem número de provas. Uma das provas que mais me tem custado suportar é a injustiça com que por vezes sou confrontado.
Hoje, apetece-me reflectir sobre isto. Na verdade, não me apetece, tenho que o fazer. É chegada a hora de perceber o que tenho que aprender com esta situação de vida.
Entro numa viagem à procura de respostas, de entendimento, de aprendizagem, de respostas que me façam compreender o que tenho que aprender.
A minha primeira motivação é a busca de frases de sabedoria que me ajudem a resumir o que me vai na Alma e que me tragam a lição a aprender. Tenho esta característica particular, gosto de frases de grandes sábios, além de acreditar que as respostas que procuramos nos surgem de diversas formas e as que eu procuro chegam-me sob a forma de pesquisa e palavras saídas do meu Eu.
Dominado pela sensação de injustiça e revolta, a cadência de pensamentos surge na minha mente, gerando a minha teoria sobre este tema. Se a primeira citação deste texto me diz o que devo aprender, a segunda, que passo a citar, "Se sofreu uma injustiça, console-se; a verdadeira infelicidade é cometê-la." (Demócrito), elucida-me claramente da forma como devo enfrentar este tipo de situações.
"Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las." (Pitágoras)
A citação anterior foi o mote para a mudança do meu estado de espírito. Na verdade, esta citação fez-me perceber que mais importante que provar que estão a ser injustos connosco é saber em nós, no nosso interior, nos recônditos mais profundos da nossa Alma que há, em todas as coisas, um lado bom e que o que se dá aos outros, dá-se a si próprio. O que se dá, recebe-se de volta. Será feita justiça… 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Evolução Vs Perfeição



“Há uma diferença entre almejar a excelência e almejar a perfeição. A primeira é atingível, gratificante e saudável. A segunda, inatingível, frustrante e neurótica. E também um tremendo desperdiçador de tempo”. E. Bliss – Getting Things Done.
Para uns considerado uma virtude, para outros um distúrbio neurológico grave que condiciona, marcadamente, o nosso quotidiano.
Parece não existir qualquer tipo de dúvida que as sociedades são hoje dominadas pelo desejo incontrolável da obtenção da perfeição em todas as áreas da vida. Contudo, tal opção tem-se revelado um verdadeiro desastre, uma vez que as relações (a todos os níveis e de todo o tipo) estão hoje mais degradadas que nunca. Porquê? Talvez porque a ambição desmedida de atingir a perfeição tenha retirado a lucidez aos humanos para saberem distinguir o saudável e prioritário, que pressupõe uma evolução sustentada, do inatingível e irracional desejo da perfeição. Dessa forma, a explicação para o fracasso das relações inter e intra-pessoais, que se traduzem em divórcios e suicídios são facilmente explicáveis, recomendando-se moderação na obtenção do reconhecimento global.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A perfeição da imperfeição!


A vida é uma sucessão de experiências, uma série de batalhas que temos que superar (ou pelo menos tentar). Ao longo da vida vamos percebendo que tudo na vida se obtém em troca de outra coisa, mesmo que muitas vezes não o consigamos perceber. 
Por vezes, até mesmo nós terapeutas nos deixamos encurralar, em áreas da nossa vida que ainda não conseguimos superar. Sim, nós também temos os nossos dramas! 
Na verdade, para lidarem com as suas próprias ilusões, muitos terapeutas, atraem sobre a forma de clientes as partes de si mesmos que ainda não conseguem amar. É aqui a que todos vimos parar e que nem todos querem aceitar: há partes de nós que temos que aprender a amar, por mais que nos custe! É a aceitação de nós próprios como um ser imperfeito... Ou será que somos perfeitos nessa imperfeição que nos caracteriza enquanto seres humanos?