sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fantasmas presentes


Nem sempre é fácil tomar decisões. Nem sempre é fácil sairmos do buraco em que caímos. Na verdade, temos uma capacidade quase inata para justificar quase tudo, até mesmo os porquês que nos mantêm no buraco. Em rigor, para muitas pessoas, não caímos neles porque quisemos e tudo aquilo que nos aconteceu justifica o estado em que estamos e aquilo que estamos a vivenciar. 

Contudo, acredito que todas as quedas não passam de testes à nossa capacidade de reacção, e, que nunca a vida nos proporciona um tombo maior do que aquele que podemos suportar. Porém, muitas pessoas são pouco dadas a reagir. Questiono-me porquê? Porque razão as pessoas alimentam esses estados, muitas vezes sem nada fazer para dele sair? O que buscam? Qual o seu objectivo com essa postura?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Liberdade

Definir liberdade pode ser um exercício um tanto ao quanto difícil de se fazer, desde logo por que existem vários tipos de liberdade. No entanto, apesar das mais diversas formas de liberdade que existem, como a liberdade de opinião, expressão, crença, etc, devemos sempre respeitar a máxima: “a nossa liberdade termina quando começa a do outro”.
Todavia, existem muitas pessoas que pensam que a liberdade é um direito exclusivo deles mesmos, sem pensar que a liberdade é um dever de cada um e um direito de todos. Porém, infelizmente os donos da “verdade”, que se julgam poderosos e que se acham, de certa forma, superiores por serem detentores da mesma.
Nessas situações, existe uma tendência destas pessoas em invadirem a liberdade das outras pessoas, perturbando o seu bem-estar, paz, etc. Pois, ao tecer comentários, ao invadir o espaço do outro, estão de facto a perturbar e a invadir a liberdade do outro.
Eu exerço a minha liberdade, quando decido o que fazer, como me divertir, que decisões tomar, que caminhos escolher, ou seja, naquilo que diz directamente respeito à minha pessoa, procurando não violar a dos outros.
Em rigor, cada um tem um ponto de vista, e, cada um, uma vista do seu ponto. Por isso o dono da verdade está perdido dentro de si mesmo…

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Por que não refletir?


Quando a última árvore tiver caído,
Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que dinheiro não se come.
(Greenpeace)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sofrimento


Existem várias formas de sofrimento. De facto, podemos magoar de várias maneiras, mas aqui eu quero falar de um sofrimento saudável; aquele que antecede uma conquista. Na verdade, esse tipo de sofrimento é saudável porque nos irá vai permitir, quando alcançarmos o objectivo que pretendíamos, dar mais valor à nossa conquista. Em rigor, o sofrimento pode ser um meio de valorização, ou seja, um processo de valorização de uma conquista, pois, depois de a alcançarmos, o sentimento de que o sofrimento valeu a pena é indescritível.  De facto, há caminhos sinuosos que nos tornam mais fortes.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Enfrentar a adversidade

Ao longo da nossa vida passamos por altos e baixos. Porém, há momentos em que os baixos parecem maiores que os altos e, por força disso começamos a recear o futuro. Em conversa, com uma amiga, sobre o momento delicado do Sporting,  dei por mim a reflectir sobre isso e a conclusão da análise ao momento do Sporting surgiu-me desta forma: 
"Há momentos na vida em que chegamos a um ponto em que não temos nada a perder, mas algo a ganhar dependendo da forma como enfrentamos esse momento que estamos a viver..."

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Coisas da vida



Todas as histórias têm um fim e nem todas têm um fim bonito. Hoje, estou triste e deprimido. A razão é a habitual: algo falhou!
De facto, a vida traz-nos vitórias e derrotas. No entanto, o peso das derrotas é cada vez maior e começa a tornar-se insuportável, pois as pequenas vitórias alcançadas começam a não suportar o peso de derrotas tão duras.
Posto isto, a confiança fica naturalmente abalada e começo a questionar este caminho. Sei que ele que me levará ao sucesso, apenas não sei se posso ou quero continuar neste caminho tão duro por muito mais tempo. Talvez seja tempo de mudar de direcção.
Porém, ao levantar a hipótese de mudar de direcção surge na minha mente a palavra derrota. Dou por mim a meditar sobre ela. Não, não perdi. De facto, ainda não ganhei ou conquistei o que pretendia neste caminho, nesta situação em particular, mas já conquistei muitas pequenas vitórias. Mesmo sem alcançar o objectivo principal já ganhei muitas coisas.
Ao constatar estes sucessos, as estruturas mais básicas fortalecem-se. Os pilares estão agora capazes de suportar mais derrotas, mais peso, pois a confiança foi reforçada após esta análise.
Na verdade, como sempre digo: é sempre mais fácil acreditar quando nada nos faz duvidar. Este jogo ainda não terminou e, como tal, tenho claras hipóteses de ganhar. Então, em vez de me render às evidências uso as minhas energias para encontrar estratégias que me irão conduzir ao objectivo inicial e irei alcança-lo. As coisas da vida mudam a cada segundo, mas estou certo que irei ganhar…
Por que é mais fácil duvidar, vou continuar a acreditar!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Valores, Amor e Ego...

Cada vez mais as pessoas são desprovidas de valores. Hoje em dia, as pessoas apreciam e dão mais valor a coisas que na verdade são completamente fúteis, principalmente nas relações, sejam elas quais forem.
Na verdade, as relações devem ter alicerces assentes em sentimentos e princípios que se coadunem com aqueles que são os nossos valores e princípios basilares.
Contudo, muitas vezes, por dinheiro, por interesses, as pessoas atropelam tudo e todos em busca de algo que julgam ser essencial para si mesmo, muitas vezes atropelando os seus próprios ideais, custe isso o que custar.
Na verdade, as pessoas hoje parecem pouco se preocupar com aquilo que realmente importa e que deveria estar acima de qualquer outra coisa: os nossos valores. Contudo, a sociedade materialista em que vivemos, onde quem tem mais é mais bem sucedido e/ou mais importante levou a que muita gente partisse numa busca incessante daquilo que lhes pode dar mais valor: dinheiro e/ou status.
Porém, quando as relações assentam nos sentimentos e esses são nobres, falamos de sentimentos puros, e quando gostamos dessa maneira tudo é perfeito, por que aí estamos a falar em amar, na sua essência mais sublime.
No entanto, estamos a viver uma época na qual as pessoas dão mais importância e valor às necessidades do Ego ao invés de satisfazerem as necessidades mais recônditas da Alma, fruto das liberdades conquistadas, com as quais, muitas pessoas, passaram a confundir liberdade com libertinagem e perderam o respeito por elas mesmas.
Infelizmente as pessoas, o mundo, esqueceu-se que o mais importante nas relações, sejam elas de que natureza for, é algo que não se vê; o amor. Por mais que queiramos, status, beleza, poder, etc., é algo que não poderemos garantir toda a vida, por mais dinheiro que tenhamos. Os valores, os princípios e sobretudo o carácter deveriam estar presentes em todas as relações (amizade, romance, negócio)e em todas as situações de vida, por mais difíceis que possam parecer.
Contudo, nas relações, deveríamos ser capazes de ser humildes ao ponto de aceitarmos as pessoas tal e qual como elas são, e não nos esquecermos de estender isso a nós mesmos, por que a vida um dia termina, e as marcas no corpo até podem desaparecer, com a decomposição do corpo, mas as pegadas na Alma jamais irão desaparecer, até que as pessoas compreendam que amar é aceitar as pessoas como elas são e viver é aceitar a vida como ela é e que os nossos actos ficam gravados na nossa "caixa negra": Alma.
Na verdade, somos nós que construímos o mundo, porém, a mudança terá que partir de nós e aí descobriremos o verdadeiro sentido da palavra amar e amar é: deixar de comparar...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Desejo a todos os seguidores, amigos e visitantes do Diário Dum Pensador um Feliz Natal. Que 2010 possa ser um ano repleto de coisas boas e sobretudo de muitas vitórias e conquistas pessoais.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Momentos simples..

Há momentos simples. Momentos que simplesmente nos marcam pela simplicidade e naturalidade com que surgem e acontecem. Nestes momentos, sorrimos, sonhamos e viajamos no tempo sem preocupações e sem restrições. Nestes períodos, onde a companhia de alguém nos faz deslizar pelo tempo e pelo nosso próprio interior tudo é belo e nada, rigorosamente nada, distrai a nossa felicidade. São momentos simples que marcam pela intensidade que acontecem e que podem intrigar os mais desatentos pela naturalidade com que surgem. Há momentos em que simplesmente somos felizes… apenas felizes!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Saudade: Mito ou realidade


Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. Na verdade, recorremos a esta palavra sempre que recordamos o passado, qualquer que seja a conotação ou sentimentos subjacentes. Por vezes, a saudade está associada a momentos de dor, a pessoas que recordamos com tristeza por terem partido ou por estarem longe. Porém, menos frequente é a sua utilização como sentimento de amor, aquele sentimento de amor puro, que não se abala com a partida nem se esmorece com a distância. Apenas se manifesta pela felicidade de algo que um dia aconteceu ou por algo que se vai repetir...
Nem sempre saudade significa fim...